Para mim, para ti, para nós e para eles...Tempo para olhar e tempo para observar!Tempo! Todos temos tempo. O tempo é o que nós queremos: - Pode estar a chover e ser o dia mais lindo, ou estar Sol e ser o dia mais sombrio... O Tempo, temos tempo! Quanto tempo temos? Será que o temos ou ele é que nos tem a nós?
Eu sei o tempo existe. Não duvido de tal verdade, até me atrever-ia mas não há necessidade. E nestes últimos tempos ando dispensando futilidades, sendo assim continuarei a divagar sobre o tempo, prossigo. O tempo está bastante anfibológico, em minha vida o tempo sempre manteve-se desta forma, mas vejo agora que toda essa “turbulência” acentua-se.
Como é de hábito não sou fã de emoções comuns, eu gosto de paradoxos. Queria ir do profano ou bendito em segundos, mas não atingi tal grau ainda. Espero como alguém que tem paciência. Eu sou "falso" e finjo ter paciência. Sou complacente a tudo que existe. Nunca fui má pessoa, apenas mantenho-me conivente das confusões temporais.
Tenho consciência de que nem tudo está “as mil maravilhas”. Nunca esteve. Nem sei o que é por definição uma maravilha. Nunca a vi, deve ser tão linda quanto os desenhos que via nas nuvens. O céu está limpo, acabaram-se as nuvens. Estou um tanto quanto melancólico, mas meu estado de espírito ou minha performace momentânea emocional é tão superficial que nego-me a comentar a respeito dela. Vou banir as futilidades daqui.
Nunca fui inocente. E sou categórico quando afirmo isto. Mas,nestes momentos de melancolia sinto-me ainda mais indecente. Mas, minha indecência é só adjetivada com indecência pois na verdade deveria ser chamada de “Vazio”. Creio que estava tão cheio que transbordei. Agora estou vazio a ponto de sufocar-me com todo este vasto “Vazio”que insiste em ser meu cúmplice.
Não quero que o “Vazio” seja meu amigo. Quero que outros sejam meus amigos. Eu desprezo o vazio. Mas, em contrapartida ele deve ter gosto em prender almas como a minha. Não que minha alma tenha algo de especial.
O perigo é do tamanho do medo. Eu gosto desta frase, foi dita por alguém extremamente genial. Mas de nada adianta mensurar o perigo não sei com combate-lo. Quero enfiar-me dentro de uma lata de lixo e viver condenado a fatídica vida de alguém “comum”. Eu sou tão vulgar, sim podes gritar o quão Banal eu sou. Não tenho medo, gritarei sempre que sou Genial.
Eu tenho de combater meus medos estas confusões de tempo são meras ilusões. Tudo não passa de uma doce ilusão. Estas “turbulências” são tão ilusórias quando a possibilidade de eu morar numa destas nuvens que ontem encantavam meus olhos. E ontem que dia foi afinal? Ontem eu estava aqui? De fato por onde andei ontem? Simplesmente eu não sei. E não saber é patético, seria interessante seu negasse uma resposta ou fingisse não ter tomado consciência da pergunta, não seria interessante seria elegante.
Adoro hipóteses doidas. Sempre as adorei. Gostava de ficar imaginando como seria minha vida se eu fosse um Rei, ou um desenho animado. Se a realidade não é tão cativante as hipóteses são fulgurantes. Minha vida resume-se a: 90% imaginação e 10% transpiração. Eu gosto de tudo (sim generalizar é subestimar) o que consegue ser belo e esquisito. Meu gosto sempre foi direcionado a amar o diferente, sempre gostei de tudo que estava perdido. O difícil não me emociona o fácil por sua vez decepciona-me.
O tempo é algo tão delicado, bonito, mas muito relativo, eu tenho medo. Para mim o tempo representa exatamente isso “Eu sou turbulento já nasci assim. Eu sofro com o tempo. E isso é ruim. É ruim pra mim.” (Grilado-Júpiter Maçã). Síria artístico e genial resumir tal confuso numa canção, gosto de génios da arte. Mas, o “Vazio” continua a ser meu cúmplice. Em horas estranhas onde sou desconhecido da realidade o tal “Vazio” manifesta-se.
O “Vazio” é um dragão vermelho. O “Vazio” são meus olhos grudados no espelho. O “Vazio” é tão simples, banal e genérico que só aumenta este sentimento de “falso”. Eu não existo. Tudo isto não passa de um delírio vomitado por ama criatura febril. Eu nunca existi sou a personificação da ilusão de óptica. Isto não é uma crise existencial é apenas o “Vazio”.
Eu nunca existi e não existirei, aconteça o que acontecer, esteja onde estiver. Não me abandone mesmo sabendo que eu sou uma apenas uma doce ilusão. Eu me matarei sufocado pelo calor da solidão. Mas a vida é um programa de auditório durante séculos eu fui apresentador agora não sou mais.
Tenho de acreditar que posso ser o que quiser. Eu tenho de fazer, acreditar e saber de tantas coisas. O tempo anda sendo esquisito comigo, eu sei ele tem vida própria e eu não. O tempo parece tão cruel eu sei ele gosta de ser um ursinho assassino de paixões. Eu conheço o tempo, sei quem ele é pra onde vai. Sim Sr.Tempo tu és extremamente previsível .
Eu tenho medo, o “Vazio” este irá acompanhar-me pelo resto de minha genial e falsa vida. Sim o “Vazio” tem vida própria e apegar-me-ei a ele. Eu gosto do que me faz mal. Um dia eu o tempo e o “Vazio” iremos sentar e tomar um belo chá das cinco, conversaremos sobre nossas andanças e trocaremos esperanças.
MOMENTOS À MUITOS, TEMPO SÓ UM... jm
- not my text, but it fits -